Elas já vinham olhando com atenção para o empreendedorismo e o potencial de um negócio próprio. Aí veio a pandemia e as mulheres foram à luta. Nestes dois anos da covid-19, houve um crescimento de 40% no número de empreendedoras no Brasil, chegando a 30 milhões de mulheres. Porém, ao mesmo tempo que se destacam pela capacidade de trabalho, garra e criatividade, ainda precisam encarar obstáculos, como os da dupla jornada, tendo de conciliar os negócios com a rotina da família e da casa.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, sempre estimula um novo olhar sobre as questões desse universo incrível e diverso, no qual se insere o empreendedorismo feminino.
A estimativa de 30 milhões de mulheres empreendedoras no país, num universo total superior a 52 milhões de empreendedores, vem do GEM (Monitoramento e Empreendedorismo Global), pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).
Esse contingente é notável em relação à população feminina brasileira, em torno de 108 milhões. Por oportunidade ou por necessidade, elas estão encarando os desafios. Além de conciliar a rotina com filhos, família, casa e outras atividades, ainda enfrentam certo preconceito.
A discriminação no ambiente de negócios e a diferença de oportunidades em relação aos homens ainda persistem. Porém, essa questão vem sendo mais debatida nos últimos anos e mudanças consideráveis já podem ser vistas.
No quesito autoconfiança, várias iniciativas ajudam no desenvolvimento de habilidades, resultando em mais segurança nas tomadas de decisões. Nesse sentido, a Rede Mulher Empreendedora e o Sebrae oferecem diversas ações e atividades gratuitas, como cursos, eventos, oficinas, workshops e webséries, que ajudam as mulheres a identificar oportunidades no cenário dos negócios e a desenvolver todos os seus potenciais pessoais e profissionais para se dar bem com seus próprios negócios.
Rede Mulher Empreendedora
A Rede Mulher Empreendedora é a primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil. A entidade prioriza a integração, capacitação e troca de conhecimento entre mulheres de todo o país que possuem ou buscam o próprio negócio.
A plataforma Potência Feminina, por exemplo, é um programa desenvolvido pelo Instituto RME em parceria com o Google para mulheres que querem empreender ou já têm um negócio e querem crescer. Oferece capacitação, aceleração de negócios, mentoria e muito mais. São cursos por computador, tablet ou celular, com certificados e oferta de materiais extras para complementar os estudos além das videoaulas. Entre os cursos grátis incluem-se os temas Crescendo o Meu Negócio, Comece por Aqui, Primeiros Passos no Mundo Digital e Como Construir Websites, entre outros.
Já o site Ela Pode foi criado para mulheres que precisam recuperar ou aumentar a autoconfiança e/ou adaptar seu negócio para o mundo digital. Principais abordagens: liderança, comunicação, finanças e digitalização de negócios.
Sebrae Delas
O Sebrae Delas (Desenvolvendo Empreendedoras Líderes Apaixonadas pelo Sucesso) é um programa de aceleração que tem o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres. A iniciativa busca valorizar as competências, comportamentos e habilidades das mulheres, difundindo e profissionalizando o empreendedorismo feminino.
O Sebrae Delas engloba qualificação (cursos, palestras, oficinas e workshops), eventos (conexão de pessoas e negócios, parcerias e divulgação de produtos e serviços) e conteúdo (aspectos macroeconômicos, mercado, boas práticas e informações relevantes ao setor). O site também traz histórias inspiradoras e webséries.
Sprinter Empreendendo sobre Rodas
Aqui no nosso blog, no post Perspectivas de negócios para empreendedores em 2022, nós vimos que empreender é uma capacidade sem limites. É inovar, ousar, experimentar e dar asas à imaginação. É ir além de apenas uma atividade comercial e realizar também projetos e sonhos pessoais e coletivos. Foi o que mostrou a segunda temporada do podcast Sprinter Empreendendo Sobre Rodas, totalmente dedicado às mulheres e que trouxe três depoimentos de pessoas inovadoras que utilizam motor homes Sprinter em seus empreendimentos culturais e sociais.
Ariane Marques, do Observatório da Mobilidade SAE BRASIL, está cruzando o país a bordo de uma Sprinter para mapear a situação do transporte e da mobilidade humana nas cidades mais afastadas dos grandes centros. Cynthia Alario, do Cinesolar, montou um cinema itinerante a partir da sua Sprinter e já levou cultura e conceitos de sustentabilidade a mais de 400 cidades do Brasil. E Glória Tupinambás, criadora do projeto A Casa Nômade, transformou a sua Sprinter em um motor home e cruzou da Patagônia ao Alasca produzindo conteúdo.
Ainda sobre o tema desse post, também aqui no blog, confira a matéria “Mulheres empreendedoras fazem acontecer”, que mostra o quanto as mulheres estão cada vez mais empoderadas como empreendedoras. Buscam fazer a diferença não só para elas mesmas e seus projetos e negócios, mas também para a sociedade e o mundo. Isso inspira e motiva muitas outras a seguir esse caminho, que tem ainda muito desafios pela frente, mas que abre novos e vários horizontes.